quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O livro branco, Han Kang

O livro branco, Han Kang


Deixe-me falar, primeiro, da estrutura do livro: são breves crônicas sobre o cotidiano? São pequenos contos? São apenas divagações da autora, em textos poéticos? Nada disso: apesar de ter uma estrutura literária em que cabem todos esses rótulos, não há como definir esse livro, mas se trata (se insistirmos num rótulo) de uma forma diferente de romance. Paremos por aí, porque talvez também não seja um romance, pois a respeito dele eu tenho apenas uma certeza: a escrita de Han Kang, neste pequeno grande livro, estranhou-me nas primeiras páginas, mas tomou-me por inteiro quase que imediatamente, e levou-me com maestria a uma das mais sensíveis e belas homenagens que alguém podia fazer a um ser que existiu por apenas algumas horas, mas que, se tivesse sobrevivido, a própria autora não estaria nos emocionando com essas breves “crônicas”, com esses breves textos que vão formando pouco a pouco um mosaico que (devo confessar, humildemente) só não me levou às lágrimas, porque (acho) sou duro na queda. Desculpe o improvável leitor dessas linhas, mas devo acrescentar à minha emoção uma informação: a autora está o tempo todo se referindo (e uso essas frias palavras para refrear um pouco o lado emocional da narrativa e, desculpe mais uma vez o leitor, recompor-me para não passar vergonha) a sua irmã que sobreviveu por apenas umas poucas horas, alguns anos antes do nascimento da própria Han Kang. É um livro, portanto, para mitigar um luto que ela não viveu. Ao escolher a cor branca para ser o leit-motiv desse luta, a própria autora nos esclarece que, em coreano, há duas palavras para “branco”: “hayan, que tem um sentido puro e límpido, como algodão doce, e hwin, permeado pela ideia de morte”. E que ela escolheu escrever um livro hwin. Essa ainda jovem escritora coreana, aos 56 anos, ganhadora do Nobel de 2024, de quem já li o excelente “A vegetariana”, sem nenhuma dúvida é uma das grandes vozes da literatura contemporânea mundial.



terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

O nariz, Nikolai Gógol

O nariz, Nikolai Gógol


Cidade de Petersburgo, década de 30 do século XIX. Certa manhã, um barbeiro conhecido por fazer “barbeiragens” nos rostos dos clientes, ao cortar um pão para o café da manhã, encontra dentro dele um nariz. Do outro lado da cidade, o assessor colegial Kovaliov olha-se ao espelho e nota, apavorado, que seu nariz sumira. Em seu lugar, um vazio liso como uma panqueca. Desespera-se, pois sem nariz, não pode frequentar as mulheres e os amigos de sua roda social. Sai em busca do nariz. Encontra-o na catedral, rezando, vestido como um oficial e tem com ele um diálogo inconcluso, já que o nariz se recusa a ouvi-lo e foge. Tentara dar parte à polícia, mas o delegado não estava. Agora, tenta publicar um anúncio no jornal, mas o atendente se recusa a noticiar o fato. Na manhã seguinte, chama o médico e este também não consegue resolver seu problema. Mas, acontece um fato extraordinário: o policial que o vira procurando o nariz na ponte da cidade conseguiu capturar o fugitivo e o trouxe de volta embrulhado num lenço. Absurdo? Sim, totalmente absurdo o conto de Gógol. E é a essa história inusitada que o autor nos convida a que nos divirtamos com seu jogo ficcional, um dos contos mais emblemáticos da literatura russa, embora ele seja, na verdade, ucraniano. Um jogo de muitos vácuos sintagmáticos que brinca com a imaginação do leitor, deixando que ele preencha os vazios da narrativa. Por exemplo: como o nariz foi parar no pão do barbeiro? Como se transformou num oficial e saiu andando pela cidade? Como foi capturado e voltou ao tamanho normal? Muito além desse jogo de claro-escuro, há muitas leituras possíveis, muitas interpretações e, uma das mais óbvias, além da crítica social, é a crítica à fatuidade, à vaidade da personagem principal, que se preocupa apenas com o fato de não poder mais conviver com suas amizades, de que ele muito se orgulha. Enfim, um conto que obteve tal notoriedade, por sua pegada surreal, que ganhou vida e edições próprias, separadas das demais obras do autor. E o inusitado pode não ser tão inusitado assim, pois coisas absurdas, embora raras, acontecem, como nos adverte o narrador. Então, imaginemos que, se Putin perdesse o nariz, ele com certeza estaria flanando pelos escombros da guerra na Ucrânia (terra de Gógol, não se esqueça), metendo-se onde não foi chamado.


sábado, 7 de fevereiro de 2026

O cemitério de Praga, Umberto Eco



O cemitério de Praga, Umberto Eco


A personagem que conduz toda a trama do romance nasceu em Turim, no Piemonte, filho de pai italiano e mãe francesa. Sua profissão: tabelião. Sua especialidade: falsificar documentos. Ao se mudar para Paris, abre uma espécie de antiquário, numa rua sem saída do centro da cidade, mas continua exercendo sua principal atividade, falsificar documentos. Estamos na Paris da segunda metade do século XIX, quando toda a trama se desenrola, uma época conturbada e, ao mesmo tempo, de grande ebulição política, social e artística. A história é contada em flashbacks, a partir dos diários de Simone Simonini, escritos no final do século. Simonini reúne em si características que o tornam um dos vilões mais detestáveis da literatura, embora acabemos por simpatizar com ele: além de falsificador, é mentiroso, misógino, preconceituoso, odeia a tudo e a todos, principalmente judeus e maçons, mas também alemães, italianos, franceses. Além disso, é guloso e seu prazer por pratos exóticos leva-o a degustar inúmeras iguarias da culinária francesa, que ele faz questão de informar ou os elementos que constituem cada prato ou a receita completa, para a degustação, pelo menos literária e abstrata do leitor (que, se, quiser, pode até mesmo tentar recriar alguns desses pratos). Inventa um alter-ego, o abade Dalla Piccola, com quem estabelece um jogo de espelhos entre o bem e mal, mas principalmente para o mal. Simonini, que leitor se atente, é, das inúmeras personagens do livro, a única criada por Umberto Eco; todos as demais personagens com quem ele interage são reais e falaram e fizeram exatamente o que está ali escrito e descrito: o Padre Bergamaschi (figura de sua juventude que influenciou seu antissemitismo), Ippolito Nievo (escritor italiano), Freude (no livro, na ironia de Simonini, Froide), Garibaldi, Napoleão III etc. etc. E a mais emblemática de todas as personagens: Léo Taxil. Este é o pseudônimo mais conhecido do escritor francês Marie Joseph Gabriel Antoine Jogand Pagès que escreveu livros satíricos contra a Igreja Católica e, depois, cooptado por essa, criou, através de uma personagem chamada Diana Vaughan, uma série de narrativas que demonizava a Maçonaria, inventando histórias e ritos tão absurdos, que caíram nas graças do público, que passou a acreditar nessas mentiras. Enquanto isso, Simonini também escreve sua obra máxima de falsificação, a soldo de inúmeros interesses: os Protocolos do cemitério de Praga. Nesse cemitério abandonado (que realmente existe) um grupo de rabinos se reúne a cada século para planejar o domínio do mundo, articulando mil e uma artimanhas, no ficou conhecido como uma das maiores mentiras da história, que abalou e abala até hoje o povo judeu, pois foi uma das fontes do acirramento do antissemitismo na Europa e no mundo, mais conhecido como “Os Protocolos dos Sábios de Sião”. O objetivo da narrativa de Eco é justamente demonstrar como uma mentira bem contada e bem articulada pode se tornar uma verdade quase incontestável e determinar até mesmo os rumos da história. E isso ele o faz com a perícia de grande escritor, criando uma narrativa fantástica e tão bem articulada, que envolve de tal maneira o leitor, que ele chegou a ser acusado de antissemita por pessoas que não entenderam ou não quiseram entender a profunda ironia contida nas páginas desse livro que eu considero uma obra-prima do chamado romance histórico. E o leitor se divertirá ainda mais, se tiver a curiosidade de buscar as fontes históricas do livro.

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

O desafio poliamoroso – por uma nova política dos afetos, Brigitte Vasallo

O desafio poliamoroso – por uma nova política dos afetos, Brigitte Vasallo


Mesmo para o leitor mais “descolado”, o livro é um desafio, o que acontece sempre que alguém defende ideias que ultrapassam aquilo que se considera “senso comum”, principalmente num aspecto humano dos mais complexos que são as relações amorosas e familiares. Pode não ser uma ideia nova, mas defendida com novos e profundos argumentos, o poliamor ganha neste livro instigante novas cores e novas perspectivas. Deixa claro, em várias repetições, a autora que poliamor não é poligamia. São conceitos próximos, sem dúvida, mas paralelos, ou seja, não tem o conceito de poliamor o ranço do machismo e de outros preconceitos, como LGBTfobia, ou dos princípios monogâmicos que se inserem nas relações poligâmicas. E a monogamia, ou seja, a relação mais do que tradicional entre um homem e uma mulher, caracterizada no livro como um conceito falido que atravessa os tempos, mas só causa sofrimento e violência, é o alvo principal das críticas acerbas da autora. Levanta questões importantes sobre o tema e leva o leitor, por mais aferrado que ele seja à tradição, a pelo menos repensar as relações amorosas, a tomar consciência de que realmente as amarras monogâmicas são fonte de escravidão e de violência contra si mesmo e contra a própria sociedade, ao manter uma instituição que não se sustenta, senão pelo hábito secular, imposto por sistemas deístas e religiosos, confirmados e manipulados pelo capitalismo. Exalta e confirma o poliamor como uma forma não só de independência, capaz de trazer novas perspectivas para os seres humanos, mas também de amor liberto de amarras, embora seja uma conquista não muito fácil, já que as redes de afeto poliamoroso precisam se livrar, também elas, dos preceitos rançosos e violentos da monogamia, para não se transformar em sofrimento para seus componentes. Para evitar isso, prescreve com ênfase não a fidelidade monogâmica, mas a franqueza e honestidade de princípios de cada um dos seus membros. Não é o livro apenas uma digressão filosófica e sociológica, teórica, mas nos leva a um passeio pelas próprias experiências da autora, com coragem e com a certeza de que ela realmente está propondo, como diz o subtítulo, uma nova política dos afetos, um passo além do feminismo e de superação até mesmo de um capitalismo que dita as regras e os comportamentos amorosos, como forma de nos escravizar, pois, pergunta ela: “o exclusivo nos trará mesmo felicidade?” Leia, leia o livro, que ele mudará algo em você, leitor, e mudará para melhor, mesmo que não concorde com todas as ideias propostas ali por Brigitte Vasallo, essa corajosa escritora espanhola.

sábado, 17 de janeiro de 2026

O corcunda de Notre Dame, Victor Hugo

O corcunda de Notre Dame, Victor Hugo


Como é bom ler ou reler Victor Hugo! Mas, não é para elogiar o “monstro sagrado “da literatura francesa que vou escrever esse breve comentário. Aliás, fugirei um pouco de minhas características, para comentar as personagens desse longo e complexo romance, ressaltando que Victor Hugo inicia a história do livro num dia 6 de janeiro de 1482, em Paris. Vamos aos personagens principais. Pierre Gringoire: poeta, pobre, filósofo; é uma das personagens bem construídas do livro: seu discurso para se livrar da forca diante do rei Luís XI é, ao mesmo tempo, hilário e convincente, um dos pontos interessantes do livro. Claude Frollo: é talvez a personagem mais complexa e cheia de contradições, padre erudito e arquidiácono da diocese de Notre Dame, cultua ao mesmo tempo o esoterismo, buscando a pedra filosofal, enquanto nutre uma paixão avassaladora pela jovem Esmeralda; o capítulo em que ele sai, alucinado, pelas ruas de Paris é um dos pontos altos do romance, páginas de grande força dramática; seu fim é trágico. Esmeralda: a jovem cigana ou egípcia (como se dizia na época) de 16 anos que encanta a cidade com sua dança e seus truques com a cabra amestrada de pés dourados, Djali, tem apenas isso: encanto e uma paixão por um soldado chamado Pheobus que é apenas um mulherengo vulgar, que deseja apenas se aproveitar da beleza da garota. Quasímodo: é a personagem mais famosa do livro; um jovem disforme, corcunda e surdo que foi abandonado pela mãe e criado na catedral por Claude Frollo; apaixonado por Esmeralda, tem consciência de suas condições e luta para salvá-la. Gudule, a ex-prostituta que mora no “Buraco dos Ratos”, um cubículo da praça de Grève, e odeia todas as ciganas, especialmente Esmeralda; é a personagem melodramática da trama, pois sua identidade só será revelada quando de seu final trágico. Há muitas outras figuras interessantes no livro; essas, porém, são as que constituem a espinha dorsal da trama. Mas, há ainda duas personagens, que considero as principais: a igreja de Notre Dame e a cidade de Paris. Notre Dame, com suas torres e mistérios, descritos à exaustão por Victor Hugo, ganha vida e palpitação, pois muito da história do livro acontece em seu entornor ou dentro de suas paredes já centenárias, na época. Aliás, conta-se que Victor Hugo escreve esse romance como uma forma de chamar a atenção das autoridade do século XIX para a conservação da catedral, na época quase em ruínas. Por outro lado, a Paris do século XV parece ser a paixão do autor. Reconstituída detalhadamente, através de inúmeras fontes, ele nos leva a flanar pelas ruas, vielas e praças de todos os bairros da cidade, fazendo dela uma personagem fundamental no enredo, com seus habitantes bizarros, suas casas e mansões, seus palácios e igrejas, sem esquecer o rio Sena, que abraça a Cité. Enfim, a história de Esmeralda e seus loucos apaixonados (Frollo e Quasímodo) e sua grande paixão (Phoebus) só ganha em emoção e pinceladas de tragédia nessa cidade medieval e complexa, num dos romances mais importantes da literatura francesa, talvez da literatura mundial, uma história que já faz parte do imaginário ocidental, contada com emoção e perícia por um dos mais brilhantes autores do século XIX. Por isso, repito: é sempre muito bom ler, ou reler, Victor Hugo.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Os cristãos e a queda de Roma, Edward Gibbon


Os cristãos e a queda de Roma, Edward Gibbon


Trata-se de um ensaio extraído de uma obra bem mais extensa, “Declínio e queda do Império Romano”, do historiador inglês Edward Gibbon (1737-1794). Traz o texto a marca indelével da mentalidade do século XVIII: deísta, cristão e católico. Para o leitor do século XX que ainda tenha essa mesma mentalidade, pode ser um prato cheio, cheio de equívocos, na minha opinião de ateu, embora se aproveitem algumas ideias que ajudam a explicar o sucesso de uma seita, o cristianismo, que tem um crescimento espantoso durante os dois primeiros séculos depois de Cristo. Não há dúvida de que, como diz o autor, o politeísmo greco-romano entrava naquele momento num período de decadência e cansaço, já que os seus deuses nada entregavam em troca dos sacrifícios a eles dedicados, e muito pouco prometiam a seus seguidores. O cristianismo surge prometendo algo inusitado e de grande poder agregador: a vida eterna àqueles que o adotassem e seguissem suas leis e regras. O conceito de alma imortal não era de todo desconhecido pelos filósfos, mas não tinha a popularidade que os cristãos lhe deram. E mais: o cristianismo soube divulgar de forma extremamente competente o conceito de fé em acontecimentos extraordinários, os milagres, apresentando como prodígios às vezes fatos comuns e repetindo ad nauseam narrativas não comprovadas de curas, de ressurreição de mortos etc. Também souberam divulgar como diferencial das demais seitas a moralidade dos primeiros cristãos e, posteriormente, através de uma estrutura baseada na formatação dos exércitos romanos, organiza-se burocraticamente e, com isso, consegue unir em torno de ideias comuns inúmeras e distantes cidades do Império Romano e espalhar-se por todo o Ocidente e parte do Oriente. Tudo isso é narrado pelo autor, praticamente sem fontes históricas, apenas com o poder de sua prosa, aliás, uma prosa elegante e persuasiva. Ao fim e ao cabo, um belo trabalho literário, mas historicamente discutível. Vale a pena ler? Sim, se pensarmos que há, ali, ideias esclarecedoras de um fato histórico, embora visto sob o viés da fé, já que o autor atribui à sabedoria divina o surgimento do cristianismo naquele momento de crise do politeísmo e, consequentemente, toda a expansão dessa seita.

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

LIVROS LIDOS EM 2025

 

(Balthus:1968-76 - Katia Lisant)

1.               266, Roberto Bolaño

2.               O andarilho das estrelas, Jack London

3.               Como água para chocolate, Laura Esquivel

4.               O Aleph, Jorge Luis Borges

5.               Os cadernos de Malte Laurids Brigge, Rainer Maria Rilke

6.               A malnascida, Betrice Salvione

7.               A incrível lavanderia dos corações, Yun Jungeun

8.               A livraria dos achados e perdidos, Susan Wiggs

9.               A Contadora de Filmes, Hernán Rivera Letelier

10.            O pobre de direita, Jessé Souza

11.            Boulder, Eva Baltasar

12.            E se eu fosse puta, Amara Moira

13.            O voyeur, Gay Talese

14.            Correio do tempo, Mario Benedetti

15.            China: o Socialismo do Século XXI, Elias Jabbour e Alberto Gabriele

16.            O exército de um homem só, Mocyr Scliar

17.            A polícia da memória, Yoko Ogawa

18.            A confissão da leoa, Mia Couto

19.            A forma da água, Gillermo del Toro e Daniel Kraus

20.            Joana a contragosto, Marcelo Mirisola

21.            Dedico a você meu silêncio, Mario Vargas Llosa

22.            Como e por que ler, Harold Bloom

23.            Enquanto agonizo, William Faulkner

24.            Eu canto e a montanha dança, Irene Solà

25.            Complô contra a América, Philip Roth

26.            A fantástica fábrica de chocolates, Roald Dahl

27.            Essa história está diferente – dez contos para canções de Chico Buarque, compilação de Ronaldo Bressane

28.            Ritos de passagem, Willian Golding

29.            Suicídios exemplares, Enrique Vila-Matas

30.            A história do mundo em 100 objetos, Neil MacGregor

31.            O último teorema de Fermat, Simon Singh

32.            A feiticeira de Florença, Salman Rushdie

33.            O ar que me falta, Luiz Schwarcz

34.            A mulher desiludida, Simone de Beauvoir

35.            A filha do Papa, Dario Fo

36.            Admirável mundo novo, Aldous Huxley

37.            A casa de barcos, Jon Fosse

38.            Meninos, eu conto, Antônio Torres

39.            Dance, dance, dance, Haruki Murakami

40.            Fim, Fernanda Torres

41.            O herói de mil faces, Joseph Campbell

42.            Salvatierra, Pedro Mairal

43.            Dias perfeitos, Raphael Montes

44.            Distância de resgate, Samanta Schweblin

45.            Cérebro e crença, Michael Shermer

46.            Um ditador na linha, Ismail Kadaré

47.            O livro da astrologia: um guia para céticos, curiosos e indecisos, Carlos Orsi

48.            Neca – romance em bajubá, Amara Moira

49.            Nada mais será como antes, Miguel Nicolelis

50.            Partículas elementares, Michel Houellebecq

51.            O jantar errado, Ismail Kadaré

52.            Os filhos dos dias, Eduardo Galeano

53.            O sol é para todos, Harper Lee

54.            Uma história natural da curiosidade, Alberto Manguel

55.            Um solitário à espreita, Milton Hatoun

56.            Uma noite com Sabrina Love, Pedro Maial

57.            Brancura, Jon Fosse

58.            De quatro, Miranda July

59.            O vento sabe o meu nome, Isabel Allende

60.            Paris, a festa continuou, Alan Riding

61.            Sob o sol de Satã, Georges Bernanos

62.            Predadores, Pepetela

63.            Só garotos, Patti Smith

64.            O construtor de pontes, Markus Zusak

65.            Nem sinal de asas, Marcela Dantés

66.            Vênus das peles, Leopold Sacher-Masoch

67.            Uma rua de Roma, Patrick Modiano

68.            Uma paixão simples, Annie Ernaux

69.            Terra sonâmbula, Mia Couto