sexta-feira, 28 de agosto de 2026

Encaixotando minha biblioteca: uma elegia e dez digressões, Alberto Manguel

Encaixotando minha biblioteca: 
uma elegia e dez digressões, Alberto Manguel


Quem gosta de livros, gosta de ler livros que falem de livros, que contem histórias de livros. É o caso desse livro de Alberto Manguel. O escritor argentino é um leitor voraz e chegou a ter uma biblioteca de mais de 35 mil volumes. Por força da profissão de seu pai, desde criança mudou inúmeras vezes de país, desde Israel até Canadá e países da Europa. Adulto, também não teve paradeiro e sua mudança de Paris para Nova Iorque, em 1915, levou-a a encaixotar mais uma vez sua imensa biblioteca. A partir dessa mudança, o autor relembra sua trajetória de nômade e, principalmente, resolve compartilhar com o leitor suas experiências com os livros e com as bibliotecas que frequentou, fossem públicas ou privadas. São reflexões que variam enormemente, desde as divertidas manias de bibliófilos até comentários e análises sobre eventos históricos relacionados a antigas bibliotecas, como, por exemplo, o estranho incêndio que destruiu a antiga biblioteca de Alexandria. Seu amor pelos livros e pela leitura levou-o a aceitar mais tarde o cargo de bibliotecário da Biblioteca Nacional de Buenos Aires, para onde o autor se muda (mais uma vez), depois de longa ausência do país. Suas reflexões sobre o ato da leitura são sempre muito perspicazes e, sem dúvida, seu livro é uma elegia aos livros, um incentivo a quem gosta de ler a continuar a ler e um convite a todos que leiam, já que só os livros, parece nos dizer Manguel, nos torna mais humanos e nos dá a capacidade de entender melhor o mundo em que vivemos.

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